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sábado, 28 de junho de 2008

Presidente do Governo Regional Madeira - Dr. Alberto João Jardim desafia Sócrates


José Sócrates queria FECHAR O JORNAL DA OPOSIÇÃO "O JORNAL DA MADEIRA!" Dr. Alberto João Jardim garante que "Jornal da Madeira" continuará a sair todos os dias independentemente da nova lei ser aprovada, mesmo que para isso seja necessário mudar a designação daquele diário regional.

Os subsídios atribuídos pelo Governo Regional ao "Jornal da Madeira" ascenderam aos 34 milhões de euros. Sócrates quer impedir que o Governo, os Governos Regionais e as autarquias detenham órgãos de comunicação social, mas Jardim não está minimamente preocupado.

"O Governo Regional tem formas de actuar que permitam que o 'Jornal da Madeira' esteja nas ruas todos os dias mesmo que não se chame 'Jornal da Madeira'", garantiu Jardim a um órgão de comunicação local, na chegada ao Porto Santo.
O presidente do Governo Regional da Madeira classificou de "patifaria" a proposta de lei que, a ser aprovada, que proíbe o Governo, os Governos Regionais e as autarquias de serem proprietários de órgãos de comunicação social. "Toda a gente percebe que é uma medida contra o 'Jornal da Madeira' e contra o Governo Regional, é uma atitude que eu classifico de pulhice".
Pedido de inconstitucionalidade a caminho
Na Assembleia da República, Sócrates já pode contar com um pedido de inconstitucionalidade por parte de alguns deputados social-democratas. "Os deputados do PSD eleitos pela Madeira vão pedir a inconstitucionalidade da proposta de lei", disse ao Expresso o assessor de imprensa de Alberto João Jardim.
Depois da alteração da Lei do Tabaco na Madeira, aprovada pela Assembleia Legislativa Regional, poderá estar para breve a adaptação da lei sobre a concentração da comunicação social, se esta for aprovada pela Assembleia da República.

Contribuintes pagam 6.200 euros por dia ao JM
Nos últimos 15 anos, os subsídios do Governo Regional ao JM ascenderam aos 34 milhões de euros. Em 2007, as verbas afectas àquele órgão regional da imprensa escrita rondou os 3,1 milhões de euros, sendo a média diária por edição de 6.200 euros.

Diploma de Lisboa com parecer favorável dos Açores acerta em cheio na Madeira.

O diploma intitulado 'Proposta de Lei do Pluralismo e da não Concentração nos Meios de Comunicação Social', que foi aprovado em Conselho de Ministros na semana passada, visa impedir que o Governo, os Governos Regionais e as autarquias detenham órgãos de comunicação social, com excepção feita ao serviço público de rádio e televisão.
A proposta de lei mereceu o parecer favorável dos Açores e acertou em cheio na Madeira. Apesar do parecer desfavorável do executivo madeirense, a proposta de lei passou no Conselho de Ministros e segue para a Assembleia da República. Se o diploma for aprovado, o Jornal da Madeira ficará numa situação de ilegalidade o que poderá obrigar Jardim a abdicar daquele órgão de imprensa escrita.


sábado, 7 de junho de 2008

Portugal-Turquia, 2-0 (ficha)


Portugal venceu a Turquia por 2-0 na estreia na fase final do Euo-2008. Pepe e Raul Meireles marcaram em Genebra o golo que coloca a Selecção Nacional na liderança do Grupo A. No outro jogo, a Rep. Checa venceu a Suíça por 1-0. O central do Real Madrid introduziu a bola na baliza na primeira parte, mas dessa vez o árbitro assinalou fora-de-jogo. Aos 61 minutos valeu: a passe de Nuno Gomes, Pepe empurrou a bola para a baliza e apontou o golo que garantiu a vitória de Portugal. A fechar a partida, Raul Meireles fez o segundo, depois de um grande pormenor de João Moutinho. A Selecção entrou bem no Euro 2008 e a vantagem foi mais dilatada, se tivessem dado certo oportunidades como a de Ronaldo à trave ou duas de Nuno Gomes, uma ao poste e outra à trave.


Portugal-Turquia, 2-0 (destaques)

Pepe - Foi dos últimos a chegar ao núcleo duro da selecção nacional mas não mais perdeu a confiança de Luiz Felipe Scolari. Compreendiam-se as eventuais reservas quanto à sua titularidade, mas ver Pepe a comandar aquela defesa, com uma beleza pouco digna para a posição de central, arregala a vista. Pelo ar, pelo chão, o luso-brasileiro varreu tudo com uma vassoura imaculada, como que chegando ao ponto de passar um abrilhantador logo a seguir. Festejou um golo anulado por fora-de-jogo tangencial mas vingou-se na etapa complementar. Foi por lá fora, serviu Ronaldo, recebeu de novo, furou até mais não, tabela em Nuno Gomes e força até ao fim. Brilhante.
Nuno Gomes - Travou duelo pouco equilibrado com o gigante Çetin, mas comprovou toda a sua valia na etapa complementar. Para os críticos, basta lembrar a participação de Nuno Gomes em três lances capitais. Bola no poste, assistência para o golo de Pepe, mais uma bola na trave. É pouco?
Cristiano Ronaldo - Demorou a entrar no jogo, quem sabe até por estratégia. O primeiro livre, por exemplo, foi marcado por Simão Sabrosa, com o jogador sobre quem recaem todos os focos a afastar-se da bola, graciosamente. Esse simples momento iludiu o adversário turco e, na oportunidade seguinte, lá veio a arte de um dos melhores (para quando a consagração?) jogadores do Mundo. Livre descaído para a directa, tudo à espera do cruzamento, e saiu bomba rasteira, daquelas traiçoeiras. Volkan sacudiu para o poste, mas o génio saiu da lâmpada e foi espalhando o pânico, mesmo com meio-mundo atrás de si.
Deco - Inteligência suprema ao serviço do colectivo, o luso-brasileiro comprovou a necessidade de uma participação ao mais alto nível no Campeonato da Europa. Com fome de bola, Deco volta a transpirar qualidade por todos os poros quando a exigência cresce. Artista para os grandes palcos e grandes jogos, o médio pautou o ritmo da selecção nacional, promoveu as desejadas variações de flanco e travou um duelo interessante com um conterrâneo, Mehmet Aurélio, o brasileiro da Turquia.
Simão Sabrosa - Excelente nos desequilíbrios pelo flanco esquerdo, sobretudo na primeira meia-hora. A bola ia para a direita, Cristiano Ronaldo chamava a atenção de um molho de jogadores turcos e, de repente, o pânico surgia do lado contrário. Estratégia clara de Scolari, confiando em Simão para partir para cima do adversário e chegar à área. Importante, ainda, nas bolas paradas. Aliás, o entendimento com Deco nesse tipo de lances permitiu um cruzamento perfeito para Pepe, num golo invalidado por posição irregular. Útil.
Mehmet Aurélio - Nascido no Brasil, Aurélio foi adoptado pela nação turca e justifica a presença naquele sector intermediário. Agora conhecido como Mehmet, Aurélio é, como se dizia, uma espécie de Paulo Assunção. Trinco à moda antiga, daqueles que não precisam de dar mais de dois toques na bola. Estuda o adversário e vai à procura da melhor posição para destruir sem esforço. Esteve a bom nível, mas não conseguiu suster a enxurrada lusa.
Nihat - É um avançado chato, muito chato mesmo. Não pára quieto por um segundo, vai a todas, insiste quando as coisas lhe correm bem e fica revoltado com o Mundo quando algo foge ao seu controlo. Se perde a bola, corre atrás e ainda aproveita para mandar umas bocas ao árbitro, para ver se depois tem melhor sorte. Ainda tentou arrancar uma grande penalidade, mas pagou pela má fama anterior. Ainda assim, desconcertante.

Euro 2008: Portugal estreia-se hoje com a Turquia


Portugal estreia-se hoje no Euro 2008 frente à Turquia, em Genebra (19h45, hora de Lisboa), depois de a anfitriã Suíça e a República Checa, também inseridas no Grupo A, darem o pontapé de saída da competição, em Basileia, a partir das 17h00. A equipa comandada por Luiz Felipe Scolari, que nunca falhou a passagem à segunda fase de um Campeonato Europeu, vai tentar repetir a tendência, embora nem sempre tenha ganho o primeiro jogo, como aconteceu no Euro 2004, com a Grécia (derrota por 2-1), que viria a sagrar-se campeã, betendo Portugal novamente na final (1-0). A história atribui o favoritismo à selecção portuguesa, que, em seis confrontos com a congénere turca, obteve cinco triunfos e apenas uma derrota, que data de 1955, num particular que corresponde ao primeiro jogo entre ambas. No último encontro entre portugueses e turcos, nos quartos-de-final do Euro 2000, a equipa portuguesa venceu por 2-0, com golos de Nuno Gomes, um dos capitães da selecção agora presente no Europeu da Áustria e Suíça. Sem problemas físicos, Portugal deverá apresentar o mesmo onze que defrontou a Geórgia no último jogo de preparação (vitória por 2-0), ou seja, Ricardo na baliza, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira na defesa, um meio-campo com Petit, João Moutinho e Deco e o ataque entregue a Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. Por seu turno, a Turquia deverá alinhar com Sabri, Zan, Servet e Balta, à frente de Volkan, um meio-campo com Marco Aurélio, Altintop e Emre e um ataque com Arda, Tuncay e Nihat. No encontro de abertura do Euro 2008, em Basileia, a anfitriã Suíça defronta a República Checa, procurando a primeira vitória em fases finais de europeus, depois de ter somado dois empates e quatro derrotas nas duas participações anteriores, embora venha de uma presença positiva no Mundial 2006 (oitavos-de-final). O capitão checo Tomas Ujfalusi recuperou da lesão e vai poder actuar na partida com a Suíça, que também deverá ter no seu onze Barnetta e Muller, igualmente recuperados. A equipa suíça poderá ser comandada pelo adjunto Michel Pont, uma vez que a mulher do seleccionador Kobi Kuhn está hospitalizada em Zurique, em coma induzido, depois de uma crise epiléptica.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Arrepio à chegada na Suiça


"Agarrar a oportunidade"
Hugo Almeida demonstrou satisfação pela época realizada ao serviço do Werder Bremen e explicou não saber para quem será a titularidade no onze português na estreia frente à Turquia, embora reconhecendo muita experiência em Nuno Gomes. “O Nuno é um jogador experiente e já deu muitas alegrias a Portugal. E a experiência é importante em fases finais. A mim compete-me fazer tudo para jogar e, quando tiver a minha oportunidade, vou fazer tudo para continuar a merecer a oportunidade”, esclareceu. Ainda assim, Hugo Almeida explicou ter “características diferentes” de Hélder Postiga e Nuno Gomes, os outros dois pontas-de-lança, e até assumiu que a qualidade dos extremos (Cristiano Ronaldo, Simão, Nani e Quaresma) favorecem o jogo de um avançado mais fixo na ala. O internacional luso, determinante com um golo na vitória sobre a Arménia (1-0), em Leiria, o penúltimo da fase de qualificação, disse ainda ser fundamental vencer o jogo com a Turquia, sábado, na estreia do Euro e afastou qualquer favoritismo luso no grupo A de acesso aos quartos-de-final do torneio. “Há maior nervosismo no jogo inaugural. Mas a Turquia não é fácil. Agora, se vencermos, vamos encarar as outras partidas de forma mais relaxada e tranquila”, explicou. “Nós, portugueses, fazemos com que Portugal seja grande" Os portugueses, apesar de viverem no país pequeno, conseguem tornar a nação grandiosa, disse hoje Pepe, em Neuchatel, na Suíça, no 15º dia de preparação para o Euro2008. “Nós, portugueses, fazemos com que Portugal seja grande, apesar de ser um país pequeno. Mas domingo, a recepção feita pelos adeptos demonstrou a força de Portugal”, disse. O jogador, questionado a propósito da recepção incrível dos portugueses, em Neuchatel, explicou que os adeptos “confiam na equipa” e revelou que os jogadores têm uma “vontade tremenda em retribuir tanta euforia”. “Senti um friozinho miudinho, porque estamos a defender uma pátria. Mas temos de separar a euforia da responsabilidade que temos. Eu, particularmente, estou a preparar-me para que a euforia não me influencie”, contou. Pepe falou ainda da sempre polémica questão do hino nacional, afirmando ser mais importante ter um “sentimento intenso” por Portugal. “Mais importante que saber o hino é sentir. E eu tenho um sentimento muito grande por Portugal. Nunca falei com Luiz Felipe Scolari e Deco sobre isso (são os dois também brasileiros de nacionalidade), porque eles não sabem o que sinto”, concluiu. Também Hugo Almeida considerou a recepção de “momento muito comovente” e admitiu mesmo ter sentido um “grande arrepio”. “Ainda não começámos o Euro e parecia que tínhamos sido campeões. Mostra a força que Portugal tem e, também por isso, temos de dar alegrias ao povo”, afirmou Hugo Almeida, enaltecendo ainda as condições do estádio La Maladière, local dos treinos da equipa. “A união é a base do sucesso”Questionado por várias vezes sobre o alegado interesse do Real Madrid no “7” da selecção portuguesa, Pepe afirmou que Cristiano Ronaldo está apenas preocupado com a participação no Europeu, apesar de reconhecer a sua importância na equipa. “O Cristiano é o melhor do Mundo, neste momento e para mim. É um profissional exemplar e um grande jogador. Mas não adianta estar a insistir. A selecção portuguesa vale pelo seu todo”, sublinhou. Pepe disse que todos os jogadores “estão aqui para defender uma nação” e considerou que Ronaldo não está nada preocupado com o seu futuro. “Ele (Cristiano) sabe quais as suas responsabilidades, tal como todos nós. É um jogador importante para nós, mas a união é a base do sucesso”, assegurou. O jogador desvalorizou as potenciais entradas duras que sejam feitas sobre Cristiano Ronaldo durante o Europeu e aplaudiu a escolha dos cinco capitães de equipa, a propósito da saída de Luís Figo ou outros “veteranos” da equipa das “quinas”. “O Figo tem sido um jogador muito importante para a selecção, mas temos outras referências. Os capitães foram escolhas e a selecção está bem servida a esse nível”, concluiu. “Determinação, confiança e seriedade”Pepe revelou ainda enorme “determinação, confiança e seriedade” para o Euro e enalteceu a qualidade da selecção lusa. “Estamos um bocado ansiosos. Eu, particularmente, porque é a minha primeira competição. Mas sabemos das nossas responsabilidades”, disse. O defesa central afastou a possibilidade de ter já garantida a titularidade, depois da inclusão no onze de sábado com a Geórgia, em Viseu, mas não teve dúvidas em considerar Ricardo Carvalho um dos elementos em destaque na equipa lusa. “Todos os jogadores têm de demonstrar trabalho e qualidade diariamente. Há uma vaga em aberto para mim, Fernando Meira e Bruno Alves. O mister sabe o que quer para a selecção”. Considerando que o nome dos jogadores ou os clubes em que alinham não influenciam o comportamento dos adversários, Pepe falou ainda da Turquia, primeira adversária na fase de grupos, sábado em Genebra. “Pressionam muito a zona na qual está a bola. Estamos a preparar bem esse jogo, porque temos de virar o jogo muitas vezes. Outra opção é arriscar o um para um e os cruzamentos”, afirmou. O internacional português disse ainda que a Suíça, “porque joga em casa”, necessita de trabalhos especiais na preparação, revelando ainda que os jogadores anfitriões são “rápidos” e fazem transições difíceis de gerir. Integrado no Grupo A, Portugal estreia-se no Campeonato Europeu a 07 de Junho, frente à Turquia, defrontando depois a República Checa, a 11, e a anfitriã Suíça, a 15.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Aparições de Fátima


A peregrinação do 13 de Maio será uma das maiores dos últimos anos. Nossa Senhora de Fátima é como é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam na sua aparição durante meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pois segundo os relatos, Nossa Senhora do Rosário teria sido o nome pelo qual ela se haveria identificado. História Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto a Virgem Maria em 13 de Maio de 1917 (comemoram-se este ano os 90 anos das Aparições) quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria. Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, teriam decidido ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço, e teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos penderia um terço branco. Segundo os fiéis, a Senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. Assim, teriam assistido a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto a aparição terá ocorrido no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho. A 13 de Outubro, estavam presentes alguns milhares de pessoas, e a aparição terá dito às crianças "eu sou a Senhora do Rosário" e terá pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que actualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Alguns dos presentes afirmaram observar um milagre que teria sido prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo uns, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Segundo outros, o Sol movia-se para cima e para baixo. Segundo outros ainda, o Sol dançou. Tal fenómeno inexplicável foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição (como é o caso do escritor Afonso Lopes Vieira), e o relato foi mesmo publicado na imprensa, por um jornalista que ali se deslocara. Contudo, outros houve que nada viram, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol. Não há de facto quaisquer registos astronómicos do fenómeno, e nada observaram milhões de pessoas que à mesma hora nada assinalaram noutros pontos de observação de Portugal e da Europa. Lúcia terá afirmado também que a Guerra terminara naquele preciso instante, o que não aconteceu, o que não é geralmente mencionado em relatos recentes. Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-à aparecido novamente na Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal". Este anjo ensinou aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística dos católicos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

«Apito Final»: todas as decisões da Comissão Disciplinar


Boavista desce de divisão, F.C. Porto perde seis pontos, Pinto da Costa suspenso dois anos

Apito Final: decisão do Conselho de Justiça passível de recurso para os tribunais
Uma eventual decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aos recursos dos clubes no processo "Apito Final" ainda é passível de recurso para os tribunais administrativos, afirma o especialista de direito desportivo José Manuel Meirim.Os clubes, no caso de uma decisão negativa do CJ, "têm ainda aberta a via judiciária normal. Podem ir para os tribunais administrativos, interpor desde logo uma providência cautelar", explicou o jurista. No dia em que foram conhecidas as sanções aplicadas pela Comissão Disciplinar da Liga no processo que resultou das certidões extraídas do processo judicial "Apito Dourado", Meirim explicou ainda que o recurso para os tribunais administrativos terá "efeitos suspensivos.Esta suspensão, "terá efeitos suspensivos até ao momento em que em o tribunal venha a apreciar uma declaração de interesse público apresentada pela FPF", chamando a si as decisão.A Comissão Disciplinar da Liga anunciou a punição do FC Porto com a perda de seis pontos e do seu presidente, Pinto da Costa, com uma suspensão por dois anos, por tentativa de corrupção. O Boavista foi condenado à descida de divisão e João Loureiro, antigo presidente da SAD, foi suspenso por quatro anos, por coacção consumada sobre equipas de arbitragem. A União de Leiria, já despromovida à Liga de Honra por ser última classificada, foi punida com subtracção de três pontos e o seu presidente, João Bartolomeu, suspenso por um ano, por corrupção na forma tentada. A CD condenou ainda cinco árbitros a penas de suspensão por corrupção consumada: Augusto Duarte a seis anos, Jacinto Paixão a quatro anos, o já retirado Martins dos Santos a três anos e José Chilrito e Manuel Quadrado a dois anos e meio cada. Todos os implicados podem agora recorrer das decisões para o Conselho de Justiça da FPF, o qual não tem um prazo definido para deliberar. A Comissão Disciplinar da Liga tornou esta sexta-feira públicas as decisões em relação aos sete processos disciplinares abertos na sequência da investigação dos tribunais civis conhecida como Apito Dourado. Do processo que na justiça desportiva foi apelidado de Apito Final, ressalta sobretudo a condenação do Boavista à descida de divisão. Apesar disso, é necessário sublinhar que todas estas decisões ainda não são definitivas, uma vez que todas elas são passíveis de recurso para o Conselho de Justiça da Federação.
Recorde agora todas as decisões da Comissão Disciplinar:


Boavista SAD: - Descida de divisão - Multa de 180 mil euros
F.C. Porto SAD: - Subtracção de seis pontos na actual edição da BWIN Liga (2007/08) - Multa de 150 mil euros
U. Leiria SAD: - Subtracção de três pontos na actual edição da BWIN Liga (2007/08) - Multa de 4 mil euros
Pinto da Costa: - Suspensão de dois anos - Multa de 10 mil euros
João Loureiro: - Suspensão de quatro anos - Multa de 25 mil euros
João Bartolomeu: - Suspensão de um ano - Multa de 40 mil euros
Árbitro Augusto Duarte: - Suspensão de seis anos
Árbitro Jacinto Paixão: - Suspensão de quatro anos
Árbitro Martins dos Santos: - Suspensão de três anos
Árbitros assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado: - Suspensão de dois anos e meio
Árbitro assistente Bernardino Silva: - Suspensão de dois anos e meio

quarta-feira, 30 de abril de 2008

1 de Maio dia do Trabalhador


O primeiro 1º de Maio em Portugal e no mundo


1 de Maio de 1886. Manifestação operária em Chicago termina com mortes e detenções. Três anos depois nascia o Dia do Trabalhador.
No século XIX, a pujança da “Revolução Industrial” conduziu à sujeição dos trabalhadores a condições desumanas de laboração. A necessidade de se produzir o máxima ao mais baixo custo não respeitava idades nem sexos. As organizações sindicais eram incipientes e perseguidas pelas autoridades policiais.
Em 1864 é criada a Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres. A iniciativa surge num contexto de união entre líderes sindicais e activistas socialistas com vista a dar voz às lutas dos trabalhadores e às nações oprimidas. A esta associação se chamou mais tarde a Primeira Internacional Socialista que duraria sete anos. As divisões ideológicas entre as várias facções (sindicalistas, anarquistas, socialistas, republicanos e democratas radicais, entre outras) puseram fim à agremiação, mas deixaram mais explícitas as reivindicações e propostas pelas quais os trabalhadores se deveriam debater. A redução da jornada de trabalho para as 10 horas diárias era uma delas.
Os objectivos saídos desta Internacional tiveram eco no IV Congresso da American Federation of Labor, em Novembro de 1884. As negociações, sucessivamente falhadas com as entidades patronais, fizeram das cidades operárias um barril de pólvora pronto a explodir. Até que, em 1886, no dia 1 de Maio, teve início uma greve geral com a adesão de mais de 1 milhão de trabalhadores em todo o território norte-americano. A reacção a esta paralisação foi violenta.
Na cidade de Chicago a repressão policial foi especialmente dura. Ao quarto dia de manifestações (dia 4 de Maio) explodiu uma bomba entre a multidão matando dezenas de trabalhadores e alguns polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento. Quatro foram condenados à morte por enforcamento e os restantes a prisão perpétua. Em 1890, o Congresso americano vota a lei que estabelece a jornada de oito horas de trabalho e três anos mais tarde, depois da reabertura do processo que levou à condenação dos oito operários, conclui-se que a bomba que explodiu em Chicago tinha sido colocada pela própria polícia.

O luto fortaleceu a luta


Três anos depois da condenação dos que ficaram conhecidos como os “Mártires de Chicago” as repercussões sentiram-se na Europa. Assim, em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu, em Paris, proclamar o 1º de Maio como o Dia do Trabalhador em memória dos que morreram em Chicago.
Curiosos são os títulos de alguns jornais americanos a propósito das manifestações dos trabalhadores. O “Chicago Tribune” dizia na altura: “A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social”. O New York Tribune seguia a mesma linha: “Estes brutos só compreendem a força, uma força que possam recordar por várias gerações”. De sublinhar que nos EUA o chamado Labor Day festeja-se a 3 de Setembro e não a 1 de Maio.

Em Portugal


A decisão da Comuna de Paris, de decretar o 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador teve repercussões no nosso país. Diz-nos José Mattoso (in História de Portugal, vol. 5), que houve um reforço da luta do movimento operário português em finais do séc. XIX sendo "em torno da associação e da greve que gravita o próprio movimento operário". Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. A subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.
Mas, segundo o mesmo autor, o movimento operário alcançava grande força quando "aquelas (associações) a que hoje chamaríamos propriamente «sindicatos» se juntavam com as recreativas, as de socorros mútuos e os centros políticos". Tal ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia".
Durante a I República não se deixou de festejar o Dia do Trabalhador, mas sublinhe-se que um dos primeiros diplomas aprovados, com a instituição do novo regime, dizia respeito ao estabelecimento dos feriados nacionais e destes não constava o dia do trabalhador. Em 1933 é decretada a "unicidade sindical" e o "controle governamental dos sindicatos" esmorecendo um movimento operário que só ganharia novo ânimo na década de 40. Durante o Estado Novo as manifestações no Dia do Trabalho (e não do Trabalhador) eram organizadas e controladas pelo Estado.
O primeiro 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas. Para muitos, foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril, que uma semana antes restituía ao país a democracia.