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terça-feira, 22 de abril de 2008

25 de Abril de 1974



Antecedentes:

A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto - denominado - se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcelo Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), uma evolução da ex. - PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política baseada na manutenção das colónias do "Ultramar", ao contrário da maior parte dos países europeus que então desfaziam os seus impérios coloniais. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Notou-se, contudo, um ligeiro desenvolvimento económico a partir desta década.o Marcelismo e as Relações Internacionais portuguesas nos anos que antecederam o derrube do Estado Novo: o mito do "orgulhosamente sós"Nos inícios dos anos 1970 o regime autoritário do Estado Novo continuava a pesar sob Portugal. O seu fundador, António Oliveira Salazar, foi destituído em 1968 por incapacidade e veio a falecer em 1970, sendo substituído por Marcelo Caetano na direcção do regime. Qualquer tentativa de reforma política foi impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). O regime exilava-se, envelhecido num mundo ocidental em plena efervescência social e intelectual de finais de década de 60, obrigando Portugal a defender pelas forças das armas o Império Português, instalado no imaginário dos ideólogos do regime. Para tal, o país viu-se obrigado a investir grandes esforços numa guerra colonial de pacificação, atitude que contrastava com o resto das potências coloniais que tratavam de assegurar-se da saída do continente africano da forma mais conveniente.O contexto internacional não era favorável ao regime salazarista/marcelista. Com o auge da Guerra Fria, as nações dos blocos Capitalista e Comunista apoiaram e financiaram as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização por quase 20 anos, no caso de Angola e Moçambique. Ao contrário de outras Potências Coloniais Europeias, Portugal mantinha laços fortes e duradouros com as suas colónias africanas. Para muitos portugueses um Império Colonial era necessário para um poder e influência contínuos. Contrastando com Inglaterra e França, os colonizadores portugueses casaram e constituíram família entre os colonos nativos. Apesar das constantes objecções em fóruns nacionais, como a ONU, Portugal manteve as suas colónias como parte integral de Portugal, sentindo-se portanto obrigado a defendê-las militarmente de grupos armados de influência comunista, particularmente após a anexação unilateral e forçada dos enclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1991. Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiram movimentos independentistas, que acabaram por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Excepto no caso da Guiné, estas guerrilhas foram facilmente contidas pelas forças portuguesas, apesar dos diversos embargos ao armamento militar fornecido a Portugal. No entanto, os vários conflitos forçaram Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma maior parte do orçamento de Estado na administração colonial e despesas militares, sendo que cedo Portugal viu-se um pouco isolado do resto do Mundo Após a ascensão de Caetano ao poder, a guerra colonial tornou-se num forte motivo de discussão e num assunto muito focado por parte das forças anti - regime. Muitos estudantes e manifestantes contra a guerra foram forçados a abandonar o país para escapar à prisão e tortura. Economicamente, o regime mantinha a sua política de Corporativismo, o que resultou na concentração da economia portuguesa nas mãos de meia dúzia de industriais. No entanto, a economia crescia fortemente, especialmente após 1950 e Portugal foi mesmo confunda dor da EFTA, OCDE e NATO. A Administração das colónias custava a Portugal um aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuiu para o empobrecimento da Economia Portuguesa, pois o dinheiro era desviado de investimentos infraestruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente pobre, o que estimulou a emigração, após a Segunda Guerra Mundial, para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha. Para muitos o Governo português estava envelhecido, sem resposta aparente para um mundo em grande mudança cultural e intelectual.A guerra colonial gerou conflitos entre a sociedade civil e militar, tudo isto ao mesmo tempo que o modelo económico imposto pelo regime fazia com que o país permanecesse pobre, gerando uma forte emigração. Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António Spínola e os seus apoiantes, quando tentava modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa para o país. Nesse momento, em que são reveladas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA, movimento secreto e clandestino, decide levar adiante uma revolução. O movimento nasce secretamente em 1973 da conspiração de alguns oficiais do exército, primeiramente preocupados com questões profissionais.


Preparação:

Monumento em Grândola a primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

Movimentações militares durante a Revolução:

Ver cronologia completa de eventos em Cronologia da Revolução dos Cravos. No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.A revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

Cravo:

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

Consequências:

Mural na Chamusca, com uma dedicatória ao 25 de Abril no dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

VIDA DE TONY CARREIRA EM LIVRO



O cantor Tony Carreira lançou recentemente uma autobiografia onde revela que quer gravar um fado de Amália, escolhe o seu melhor concerto de sempre e desvenda que, por vontade do pai, teria sido mecânico.


Coincidindo com os vinte anos de palco, Tony Carreira lançou o livro "A vida que eu escolhi", disponibilizado por altura do seu último concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
O livro foi escrito pelo jornalista Rui Pedro Brás e reproduz as dezenas de horas de "conversas informais" que o autor teve com o cantor romântico. "Eu já tinha feito vários trabalhos sobre o Tony e propus-lhe há um ano fazermos uma autobiografia", disse o autor à agência Lusa, sublinhando que foi apenas um "intermediário" na narração da história do artista.
No entender de Rui Pedro Brás, a vida de Tony Carreira "está repleta de experiências maravilhosas e interessantes", mas o livro dá conta ainda "dos sacrifícios, da família que ficou para segundo plano, da vida complicada que teve".
Ao longo de quase 200 páginas, Tony Carreira partilha o lado mais pessoal e íntimo, a infância passada em Armadouro, onde pastou cabras e viveu longe dos pais, a adolescência em Paris, para onde os pais emigraram e onde nasceu a paixão pela música. As suas histórias são ilustradas por várias fotografias, a maioria retratos de família, do casamento, dos filhos, dos concertos e reproduções de capas de discos.
Os fãs do cantor ficarão ainda a saber como é que surgiu um dos seus grandes êxitos - "Ai destino, ai destino" - como é que conheceu a mulher com quem está casado há 23 anos e os obstáculos que ultrapassou para chegar ao patamar dos mais bem sucedidos cantores românticos da actualidade.
"Não me sinto um ídolo, um cantor que arrasta multidões, alguém que soma discos de platina e enche salas pelo mundo inteiro", diz Tony Carreira. "Sinto-me o mesmo menino que, já mais de trinta anos, abandonou a sua terra em busca de sonho", conclui o cantor. Veja aqui o vídeo da música com o mesmo nome da sua autobiografia.


Mais sobre a vida que Tony escolheuTony Carreira nasceu António Antunes numa casa humilde em Armadouro, na Beira Baixa. O pai emigrou para França poucos dias de nascer e foi o avô António - a quem dedica o livro - que mais o marcou na infância. Diz que era um miúdo reguila, guloso por bolachas Maria e que na adolescência, já em França, se sentiu completamente desenraizado em relação aos rapazes do seu tempo. Trabalhou numa fábrica de enchidos para ganhar dinheiro, mas ainda hoje confessa que detestava o que fazia.
Apesar de hoje esgotar salas de espectáculos e vender milhares de discos, Tony Carreira conta que nem sempre teve sucesso, que fez discos maus e que sacrificou a vida pessoal e a educação dos filhos por causa da vida artística. É por isso que dá mais valor à família e não renega as origens humildes: "Quando não temos nada, aprendemos a dar valor aos mais pequenos prazeres da vida".
Cumpridos os vinte anos, Tony Carreira diz que quer continuar a fazer discos e mostrá-los ao vivo num estádio de futebol e numa digressão acústica em salas pequenas, para estar mais perto do público. Num dos próximos álbuns, é provável que Tony Carreira inclua a primeira canção que se lembra de ter ouvido, o fado "Lágrima", interpretado por Amália Rodrigues. Para ele é "a canção mais bonita do mundo".

domingo, 30 de março de 2008

Os vinte anos de carreira de TONY CARREIRA




Biografia
Participou no Prémio Nacional de Música, em 1988, na Figueira da Foz, com a canção "Uma noite a teu lado", onde foi uma das 8 canções seleccionadas, com vista a escolher uma canção para o Festival RTP da Canção desse ano. Assinou o seu primeiro contrato discográfico em 1990, com a Discossette, por 3 anos. O seu primeiro disco foi gravado em 1991, com o título "É Verão em Portugal". Uma das canções do disco, dedicada ao seu primeiro filho, chamava-se "Meu herói pequeno". O tema passou muitas vezes na rádio, por especial intervenção do apresentador Carlos Ribeiro, tornando-se um grande sucesso.
Gravou novo disco em 1992, com o nome "Canta canta Portugal", sem assinalável sucesso, o que conduziu ao fim do contrato com a editora.
Em 1993, celebrou novo contrato, desta feita com a Editora Espacial. Gravou o disco "Português de alma e coração". Umas das canções do álbum era "A minha guitarra", tendo obtido um grande êxito, que permitiria a este trabalho chegar a disco de ouro. Nesse mesmo ano, conheceu Dino Meira, de quem se tornou grande amigo.
A este popular cantor dedicou a canção "Adeus amigo", editada no ano seguinte, após o seu desaparecimento. O álbum viria a chegar a disco de platina.
A canção "Ai destino", gravada em 1995, tornou-se um êxito estrondoso e marcou definitivamente o seu estilo romântico, que caracteriza a sua obra.
Mais um disco de platina, em 1996, com o álbum "Adeus até um dia", apesar de alguma indiferença por parte do público. Participou também nesse ano na gravação do álbum "Mãe querida", no qual também participam muitos outros cantores, tais como Sérgio Wonder.
No ano seguinte, 1997, editou novo álbum: "Coração perdido". Foi gravado um vídeo na sua terra natal, Armadouro.
Um ano volvido e novo álbum, "Sonhador, sonhador", completando-se o ciclo dos primeiros 10 anos de carreira.
O ano de 1999 trouxe uma viragem à sua carreira. Começou a dedicar-se às baladas de amor, que sempre acarinhou. Editou o álbum "Dois corações sozinhos", que incluiu canções como "Depois de ti (mais nada)". Foi disco de platina. Recebeu o prémio da TVI para a melhor interpretação masculina e para a melhor canção romântica.
Foi em Janeiro de 2000 que se consagrou no teatro Olympia, em Paris. O seu espectáculo foi gravado, dando origem à edição do álbum "Tony Carreira ao vivo no Olympia", que viria a obter tripla platina. Manteve-se nas listas dos discos mais vendidos durante 54 semanas, 37 das quais em primeiro lugar.
Em 2001, um ano mais tarde, Tony voltou ao palco do Olympia, mais uma vez com grande sucesso.
2002 trouxe o cantor a um emocionante concerto no Coliseu de Lisboa. Editou "Cantor de Sonhos".
Celebrou 15 anos de carreira em 2003, com um concerto de grande dimensão no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O concerto foi gravado em CD e DVD, com o nome "Tony Carreira ao vivo no Pavilhão Atlântico", tornando-se quádrupla platina.
Um novo álbum de temas inéditos foi lançado em 2004. Participação especial em Vidas Proibidas.
Em Maio de 2006, realizou um novo concerto no Pavilhão Atlântico, com lotação esgotada várias semanas antes. Nesse mesmo ano, em Setembro, realizou um concerto em Carcavelos, para ajudar os bombeiros voluntários locais.
Em meados de Dezembro de 2006, foi lançado um novo álbum intitulado "A Vida Que Eu Escolhi", um CD composto por músicas inéditas, que, segundo os fãs, representa possivelmente o auge na sua carreira como poeta e cantor de cantigas de amor. Este álbum obteve um grande sucesso, chegando à dupla platina em pré-venda e mais tarde à quádrupla platina.
No âmbito da celebração dos seus 20 anos de carreira, apresentou-se ao público, em Março de 2008, para dois concertos no Pavilhão Atlântico, ambos com lotação esgotada, em dias consecutivos.
É casado e pai de três filhos, Sara, David e Mickael Carreira, tendo este último seguido as pisadas do pai como cantor.

SOBRE O EVENTO:
Na celebração de vinte anos de canções, Tony Carreira regressa ao emblemático Pavilhão Atlântico, o espectáculo comemorativo do vigésimo aniversário de carreira do Artista que Portugal consagrou como, “Cantor de Sonhos”. Contando com a participação de vários convidados Nacionais e Internacionais, Tony Carreira presenteia o seu público com uma grandiosa produção cénica num concerto ímpar, onde interpretará todos os seus grandes êxitos. A sua longa carreira está recheada de sucessos únicos no panorama musical Português, à qual podemos somar os sete discos de platina conquistados pelo seu último trabalho discográfico, “A Vida Que Eu Escolhi”. Cerca de três milhões de discos vendidos, mais de uma centena de discos de Platina, Ouro e Prata. Vai estar em Toronto, Canadá no dia 31 de Maio em Powerade Centre.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

«Aborto não é legal em Portugal»


Os últimos dados sobre a interrupção voluntária da gravidez apontam para que a todas as horas haja pelo menos uma mulher a abortar em Portugal. António Pinheiro Torres, da associação Juntos Pela Vida mostra-se chocado e diz que em Portugal o aborto não é legal.
O Director-Geral de Saúde mostra-se optimista e salienta o facto do aborto entre as adolescentes não ser tão preocupante como se pensava inicialmente.
Quase um ano depois da vitória do «sim» no referendo sobre a despenalização do aborto, a associação reuniu-se esta sexta-feira com a Direcção-Geral de Saúde.
No final da reunião, em declarações aos jornalistas, António Pinheiro Torres, da associação, declarou que «quando se fez a campanha do referendo o «sim» disse que era para o aborto ser legal, seguro e raro. Nada disto se verifica. O aborto começou a ser praticado em estabelecimentos públicos antes do início da lei e o aborto clandestino continua», pelo que «o aborto não é legal em Portugal».
«A mulher que vai abortar legalmente não é convenientemente informada sobre as consequências para a sua saúde física e psíquica da prática do aborto», disse, acrescentando que o também «não é raro».
«Em termos práticos seis mil abortos significa mil abortos por mês, significa 33 por dia, significa um por hora, significa que em Portugal morrem 12 por cento dos nascimentos», justificou, acrescentando «isto para nós é uma mortandade, é um resultado trágico e é um atentado à dignidade de uma sociedade e à dignididade da mulher».
António Pinheiro Torres afirmou que a associação alertou a DGS para a maternidade. «Neste país o que é difícil é um casal poder ter os seus filhos», disse.

Diminuição da taxa de IVG

Francisco George, director-geral de Saúde, em declarações aos jornalistas, disse haver «um conjunto de dados muito positivos com a diminuição da taxa de interrupções voluntárias da gravidez que são feitas», em relação àquela que tinha sido estimada.
«Pensávamos que podíamos ter cerca de 20 mil interrupções por ano e tudo indica que estamos muito aquém desse número, já que até agora a média mensal é pouco mais de mil interrupções», declarou.
Francisco George afirmou que «é preciso diminuir cada vez mais a necessidade de se fazer uma interrupção voluntária da gravidez», reforçando «os programas de planeamento familiar, em especial no que respeita aos métodos anti-concepcionais».

Mulheres preferem medicamentos

O Director-Geral de Saúde disse haver dados que indicam que a mulher em Portugal «escolhe antes de mais nada a interrupção medicamentosa, em detrimento da chamada raspagem, porque imita muito o chamado aborto espontâneo», acrescentando que «é menos traumatizante».
«Por outro lado, há o reconhecimento que o problema da interrupção em jovens adolescentes é menor do que aquilo que se temeu ao princípio. Tudo indica que estamos perante um problema que não tem a dimensão que poderíamos ter imaginado», concluiu.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008


Bebé morre a caminho do Hospital de Viseu
Na opinião do médico nada podia ter sido feito para salvar a menina.

Uma menina de três meses morreu, esta quinta-feira, entre o Centro de Saúde de Carregal do Sal e o Hospital de Viseu. A criança, cujo quadro clínico era bastante delicado, faleceu na ambulância, ao colo da mãe.
Foi durante a manhã que a menina de três meses deu entrada no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Carregal do Sal, em estado grave. Com evidentes dificuldades em respirar, a menina foi colocada a oxigénio e levada para o Hospital de Viseu, onde andava a ser acompanhada.
Aproveitando a presença de uma ambulância dos bombeiros de Cabanas de Viriato, o médico de serviço pediu ao motorista para levar a mãe e a criança em direcção a Viseu.
Durante o caminho, e porque a ambulância onde seguiam não era indicada para o transporte da menor, os bombeiros ainda passaram pelo quartel para trocar a viatura médica. Mas, na opinião do médico, nada podia ter sido feito para salvar a vida do bebé.
A morte desta criança já levou a sub-região de saúde a abrir um inquérito.

Morreu Bobby Fisher


Um génio, por vezes estranho, pouco sociável e imprevisível. Em 1972 arrebatou a um soviético o título de campeão do Mundo.

Era um génio. Aos 14 anos, era campeão dos Estados Unidos. Aos 15, era grande mestre. E, como muitas vezes acontece aos génios, era um homem estranho, pouco sociável, imprevisível. Tão imprevisível como o seu jogo demolidor que, em 1972, arrancou a Boris Spassky, em Reiquiavik, o primeiro título norte-americano de campeão mundial de xadrez.
Na altura, o xadrez misturou-se à Guerra-fria. O campeão soviético de um jogo que é tão caro aos russos humilhado por um capitalista norte-americano não era coisa pouca.
Mas Fisher não era capitalista, nem comunista, nem nada a não ser ele próprio. Depois disso, desapareceu, fazendo aparições erráticas e comentários ainda mais fora do normal, muitas vezes anti-semitas.
Reapareceu muitos anos depois para jogar novamente contra Spassky, na Sérvia. Passou então a ser procurado pela justiça dos Estados Unidos, por ter violado o embargo então existente contra aquele país. Em 2004, foi preso no Japão e ameaçado de extradição. Mas a Islândia, onde mais de 30 anos antes ele se sagrara campeão do Mundo, ofereceu-lhe asilo e nacionalidade.
Bobby Fisher passou a viver em Reiquiavik, onde, aos 64 anos, a morte lhe deu xeque-mate.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Dragão vai cuspir fogo na Superleague Formula


O FC Porto apresentou esta sexta-feira, no Estádio do Dragão, o monolugar com que vai participar na recém-criada SuperLeague Formula. Um campeonato de clubes – onde se incluem nomes como o AC Milan, o Barcelona, o PSV Eindhoven, o Borussia de Dortmund ou o Flamengo – que vai arrancar já este ano, e que, segundo o presidente portista, confirma “o prestígio que o clube tem a nível internacional”.Segundo Jorge Nuno Pinto da Costa, “é uma satisfação” para o FC Porto aderir a este projecto, “até porque”, salientou, isto vem deixar muitos dos detractores do clube “embaraçados, sendo assim impossível ignorá-lo”. E, referiu ainda, que “mostra como o Porto é ecléctico, envolvendo-se em vários desportos, nomeadamente neste. O automobilismo tem virtudes fantásticas”.Embora o piloto não tenha sido ainda escolhido, nesta apresentação compareceram vários nomes da cena nacional, adeptos assumidos do emblema do dragão, como Tiago Monteiro, Álvaro Parente ou Tiago Petiz, para além de outros não forçosamente ligados a este projecto, como Pedro Matos Chaves, Ni Amorim ou Armindo Araújo.Para já Pinto da Costa está confiante: “Temos no país, e concretamente nesta cidade, pilotos com provas dadas a nível internacional, que são portistas assumidos e que certamente irão honrar o clube, conseguido, nas pistas como nos relvados, vitórias à Porto”.O responsável máximo da SuperLeague Formula, admitiu que o conceito do campeonato não é novo, mas salienta que “a diferença é que foi inviável da última vez”. Alex Andreu destacou as virtudes da competição juntar os adeptos dos dois desportos mais populares do Mundo – o futebol e o automobilismo – com o argumento de torcerem pelo seu clube do coração.

A filosofia da competição não é inédita; as 17 corridas que compõem as seis etapas da temporada terão a duração de 50 minutos, distribuindo o mesmo número de pontos, sendo a grelha do primeiro confronto do fim-de-semana ditado pela qualificação nos treinos e a do segundo feita pela inversão da classificação da corrida anterior, “permitindo assim aumentar o espectáculo com corridas mais disputas”, salienta Andreu.Os monolugares utilizados são fabricados em fibra de carbono pela Panoz Elan (a mesma dos Champ Car) nos Estados Unidos, país de onde é também originário o motor Menard. Um V12 de 4,2 litros debitando qualquer coisa como 750 cv. Daí que, segundo os responsáveis da West Tec – a escuderia britânica que assistirá o monolugar do FC Porto – se possa situar o carro da SuperLeague Formula algures entre um GP2 e um Fórmula 1.