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domingo, 28 de junho de 2009

Michael Jackson

O cantor americano Michael Jackson, de 50 anos, morreu hoje, em Los Angeles, após chegar ao hospital da Universidade da Califórnia (UCLA) em coma profundo as 17 horas ( horário de Brasilia). Inconsciente, sem respirar e sem batimentos cardíacos.

Michael Jackson que se preparava para voltar aos palcos em uma turnê de 50 shows. A estreia da maratona de espetáculos estava programada para acontecer em 13 de Julho, em Londres, Inglaterra. Inicialmente, seriam realizados dez shows no Arena. Mas, com a notícia, os fãs realizaram um alvoroço e as outras 40 apresentações foram divulgadas na capital inglesa.

Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, de onde foi levado inconsciente para o hospital da UCLA (Universidade da Califórnia).

Michel Joe Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 na cidade de Gary, Estado de Indiana, Estados Unidos. Foi o maior fenomeno da música Pop desde Elvis e Beatles. Junto com seus irmãos formou o conjunto Jackson Five no inicio dos anos 60.

Ainda criança colecionou Hits até a metade dos anos 70 com seu grupo Jackson Five. Jackson começou a cantar aos 5 anos de idade.

Os principais albuns do cantor:

Off The Wall ( 1978)

Thriller ( 1982) ( vendeu mais de 100 milhões de cópias)

Victory ( 1984)

Bad ( 1987)

Dangerous (1991)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Morreu o oleiro José Franco, criador da aldeia típica do Sobreiro



De acordo com Suzete Franco, filha do ceramista e escultor português nascido a 19 de Março de 1920 no Sobreiro, o falecimento ocorreu às 02:00 de hoje devido a complicações na sequência de uma queda que levou ao seu internamento no hospital.
A mesma fonte indicou que o corpo de José Franco irá ainda hoje para a Igreja do Sobreiro, em Mafra, e o funeral realiza-se quarta-feira para o cemitério daquela localidade.
O artista popular ficou conhecido sobretudo pela criação, em miniatura, de uma aldeia saloia do início do século XX, onde retratou cenas da vida quotidiana e profissões da época protagonizadas por bonecos mecanizados.


Nascido em 1920, José Franco é oleiro, ceramista e escultor. Artista português que viu as suas obras, principalmente dentro do estilo da arte sacra, celebrizadas pelo mundo inteiro. Amigo pessoal do escritor Jorge Amado, que decorou a sua casa com obras do José Franco. Em relação a prémios, José Franco foi agraciado com o título de comendador pelo ex presidente da república, general Ramalho Eanes, foi-lhe também atribuído o prémio na categoria de Arte pelo Rotary Club e foi ainda abençoado pelo Papa João Paulo II. No entanto, a obra mais conhecida de José Franco é sem dúvida a sua Aldeia Típica no Sobreiro. Ainda hoje visitada por miúdos e graúdos, e talvez a precisar de um pequeno restauro, esta aldeia é a fiel reprodução de uma aldeia típica do concelho de Mafra. Ali encontramos os vários costumes, ofícios de uma aldeia do inicio do século XX. Podemos ver um sapateiro, barbeiro - dentista, latoeiro, padeira, mercearia da Ti Lena, uma sala de aula, diversas cenas da vida quotidiana de uma aldeia, assim como as várias arquitecturas mais usuais na altura, um coreto e até um castelo, onde a brincadeira está sempre presente.

Fernando Mendes


Fernando Mendes Fernando Mendes nasceu em Lisboa, a 9 de Março de 1963. Viveu os (e nos) palcos desde sempre. Essa intensidade e estreita ligação ao ambiente cénico tiveram origem no legado do seu pai, o actor Vítor Mendes, que sempre acompanhou. Foi aliás por sua "culpa" que cedo decidiu que a sua vida seria dedicada ao meio artístico. Foi a 15 de Novembro de 1980, com 17 anos, que se estreou profissionalmente na revista "Reviravolta" no ABC, com Eugénio Salvador e Florbela Queiroz. Estava decidido! Seria actor! Em 1984 estreou-se na televisão. Foi na RTP que o seu talento para a comédia atingiu notoriedade nacional, desenvolvendo depois disso uma carreira ininterrupta, sempre em crescendo. De todos os seus sucessos destacam-se as participações no "Nico d''Obra", com Nicolau Brayner e "Nós os Ricos", com Rosa do Canto. Actualmente, depois do sucesso de audiências do programa "Preço Certo em Euros", que o consagrou, tornando-o num dos artistas mais acarinhadas pelo público português. Fernando Mendes tem um filho e uma filha, o seu orgulho, e a quem dedica a carreira e a vida. São a sua motivação. É um amante da boa mesa. Por causa disso, do seu peso, ganhou a alcunha "O Gordo" e também pela capacidade que tem de divertir e de estar na vida. É um amigo dedicado e um animador inveterado.

BEATRIZ COSTA


"Não sei se o Dezembro de 1907 corria invernoso e frio ou se a Primavera se antecipou, desejoso de florir o meu nascimento…"Beatriz da Conceição Costa nasceu a 14 de Dezembro de 1907 no lugar da Charneca do Milharado, no Casal Barreiro, concelho de Mafra e baptizada no Orago de S. Miguel.Filha primogénita de pais portugueses vai aos 4 anos de idade com a sua mãe para Lisboa, que viria a trabalhar em casa de José Malhoa e que depois passou a costurar no Casão.Após segunda união matrimonial da mãe com um oficial inferior que pertencia ao quinze de Tomar, a família de Beatriz muda-se para esta localidade e aí permanece durante 6 anos (tempo em que acompanha o padrasto nas suas funções de carreira de tiro, perto do prado, e tem as sua primeiras surpresas do cinema).Regressa a Lisboa e residiria, por pouco tempo, no Castelo, por motivos profissionais do seu padrasto, vindo a fixar residência na parte nova da cidade, perto da Avenida.
Foi ajuntadeira, trabalhando em casa, mas optaria pela profissão de bordadeira.Espectadora entusiasta do teatro ligeiro popular teve como primeiro ídolo Lina Demoel e deixa-se absorver pelo sonho de vir a pisar os palcos do Parque Mayer, de se envolver pelo ambiente dos bastidores e de ouvir a crepitação das palmas. É então que família resolve dar-lhe a experimentar o teatro de revista.Obteve a recomendação por intermédio de Fernando Pereira, cliente e amigo de um cabeleireiro vizinho de seu padrasto, que intercedeu por ela junto de Ema de Oliveira que se prontificou a escrever um bilhete de apresentação a António de Macedo, empresário, nessa altura, do Éden.Estreou-se como corista aos 15 anos na revista reposta "Chá e Torradas" (1923) no Éden e seguiu em tournée para o Alentejo e Algarve e viria a ser crismada com o nome de Beatriz Costa por Luís Galhardo.A 22 de Julho de 1924 participa na revista "Rés Vés" , no Teatro Maria Vitória e, dado o agrado da sua actuação, António de Macedo ensaia-la-ía no Teatro Avenida para um númerozinho que a "elevaria de posto".Na manhã de 24/07/24, com 16 anos e meio, embarca no "Lutelia" com a Companhia para o Brasil e lá permaneceu até 1926. A bordo do navio foi repescada para cantar o número "Mademoiselle Garoto", o qual trisou (António de Macedo estava convicto da sua nova actriz).O êxito foi crescendo em revistas e operetas como "Piparote", "Disparate", "Aqui D'el Rei", "31", "De Capote e Lenço", "Tim Tim por Tim Tim", "O Gato Preto", "As 11 Mil Virgens", "Rataplan", etc.Com estreia a 12 de Agosto de 1924 no Teatro República, no Rio de Janeiro, contou com alguns papéis destacados na revista "Fado Corrido" onde cantou com igual êxito "Mademoiselle Garoto" e foi felicitada pela imprensa e pelos espectadores. Na segunda revista, "Tiro ao Alvo", estava já encarregada de quatro ou cinco papéis.Regressa a Lisboa já em lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em "Ditosa Pátria" , no Trindade, a 7 de Julho de 1925.A 11 de Agosto de 1925 a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta.De novo em Lisboa, em fins de Outubro de 1925, fazia parte da Companhia portuguesa de operetas organizada no S.Luís e enfileirou modestamente nos grupos de coristas e toma parte em várias zarzuelas: "A Monteria"; "A Canção do Olvidio"; "Os Gaviões"; "A Flor do Tejo"; e, em 1926, "A Moça de Campanilhas" e "O Pobre Valbuena".De regresso à revista, passa pelos teatros "Joaquim de Almeida", "Éden" e "Maria Vitória" nas revistas "Fox Trot" , "Malmequer", "Olarila" , "Revista de Lisboa" e "Sete e meio".Em 1927, e a traduzir uma moda cinéfila aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - "O Diabo em Lisboa" - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em "Fátima Milagrosa" (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira.Passou pelo "Mártir do Calvário" e pela revista "Água Fresca" no Apollo e depois por "Coração Português" e "Mãe Eva" com Eva Stachino. Transferindo-se com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade, ali se estreou em "Pó de Maio" , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número "D. Chica e Sr. Pires" ao lado de Álvaro Pereira. A confirmação desse êxito viria com "Manda Quem Pode".Na sua segunda tournée ao Brasil (1929), com a Companhia de Eva Stachino, ao Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul. Em palcos brasileiros, a Companhia portuguesa de revistas apresentou-se a 19 de Setembro no "Lírico" com a revista de abertura "Pó de Maio" e com "Lua de Mel" como segundo espectáculo; e depois viriam, entre outras, "Meia Noite" , "Carapinhada" e "Mouraria". Após breve excursão aos palcos de S. Paulo, Beatriz é convidada por Procópio Ferreira, comediante de indisputável relevo no teatro brasileiro, para ficar a trabalhar no Rio de Janeiro integrando o elenco da sua Companhia de comédias; mas a proposta seria recusada.De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário "Memória de uma Actriz" (com base nos artigos que já escrevia para "O Século" a contar episódios pícaros da sua carreira).Em 1930 era a vez de participar no filme "Lisboa, Crónica Anedótica" de Leitão de Barros.Experimentou a comédia ligeira com êxito marcado, estreando-se em "A Estrela da Avenida" e prosseguindo com "A Garota da Sorte".Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de "A Minha Noite de Núpcias" (da versão original "Her Wedding Night" de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português a realizar nos estúdios de Joinville.A curiosidade de uma viagem e de filmar imediatamente em Paris fê-la assinar o contrato no dia 23 de Janeiro de 1931.Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn.Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como "A Bola", "Pato Marreco", "O Mexilhão" , "Pirilau" ou "Chá da Parreira".Vai para o Porto trabalhar no teatro.Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa, no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar "Burrié" e foi homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes).Em 1933 a sua imagem perenizava-se n' "A Canção de Lisboa" e em 1936, aquando a lendária revista "Arre Burro", faz parte do elenco de "O Trevo de Quatro Folhas" , dirigido por Chianca de Garcia.Em 1937 a Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português".
Entre novas revistas até ao fim da década, contaram-se "Há festa na Mouraria" (1937), "Sempre em Pé" (1938), "É Real" (1939); e ao cinema voltou para "A Aldeia da Roupa Branca" (1939, de Chianca de Garcia) no papel da lavadeira Gracinda - o seu último filme aos 31 anos.Neste mesmo ano de 1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para o Brasil (dada a sua enorme popularidade) para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949), a que chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos do "Tiro-Liro-Liro" (um dos seus mais lendários êxitos) até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois. Em 1949, Beatriz voltou aos palcos de Lisboa para uma revista no "Avenida", cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: "Ela aí está!". E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás.Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como "Com Jeito Vai", mas em 60 despediu-se dos palcos em "Está Bonita a Brincadeira" e decidiu que nunca mais.A partir desta altura começa a dedicar-se às viagens por todo o mundo, assistindo a todos os festivais de teatro, de Ocidente a Oriente, e conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Greta Garbo, Edith Piaf ou o Rei Hassan II de Marrocos.Depois do 25 de Abril - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a " publicara" em vários capítulos nas "Páginas das Minhas Memórias" nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. De notar que não sabia escrever até aos 13 anos, mas aprendeu sozinha seguindo a sua ambição de saber (a sua alfabetização começou à mesa da "Brasileira" rodeada por homens como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio entre outros.).
Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever.Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título "Grande Marcha de Lisboa" na Colecção Caravela da mesma editora.Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente". Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso "Prata da Casa" apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo. Um grupo de jovens chegaria mesmo a propôr a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 85 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte.Morreu dia 15 de Abril de 1996, aos 88 anos com a serenidade que os deuses deviam conceder sempre a quem propagou alegria à sua volta.

FÁTIMA EM DIRECTO NA INTERNET


Imagens são recolhidas na Capelinha das Aparições
O Santuário de Fátima está a transmitir desde quarta-feira em directo pela Internet imagens a partir da Capelinha das Aparições, iniciativa que pretende responder aos «pedidos que os internautas fizeram chegar nos últimos anos» à instituição.
«Desde há vários anos a esta parte que chegavam ao santuário mensagens, em especial via Internet, de pessoas devotas de Nossa Senhora de Fátima a solicitar que se possibilitasse a quem está mais longe uma imagem em directo do santuário», explicou esta sexta-feira à agência Lusa a responsável do Centro de Comunicação Social (CCS) do templo, Leopoldina Simões.Segundo Leopoldina Simões, «praticamente todas as mensagens focavam que as pessoas gostavam de ver a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, permanentemente na Capelinha das Aparições». Ora, «é precisamente a imagem de Nossa Senhora que a câmara mostra», acrescentou a responsável.
Por outro lado, Leopoldina Simões sublinhou que o objectivo passa também por «colocar todos aqueles que o pretendam mais próximos, ainda que virtualmente», do «coração do santuário», a capelinha.
Lembrando que a Internet é um meio de «evangelização», a responsável reconheceu que as suas potencialidades «são crescentemente usadas», também «para a divulgação da mensagem» de Fátima.
A responsável pelo CCS admitiu ainda que, após as transmissões das celebrações através da rádio e da televisão, faltava ao santuário «dar este pequeno passo», que permite ver, 24 horas por dia, a capelinha e as várias celebrações que aí são realizadas.
700 mil visitantes
Segundo o Santuário de Fátima, em 2008, acederam à página da instituição na Internet 700 mil visitantes, que «clicaram» 4,5 milhões de vezes no site. O arquivo multimédia foi o mais procurado. Dos 700 mil visitantes, «cerca de 30 por cento são de Portugal», seguindo-se os do Brasil (22 por cento). «Cinquenta por cento dos visitantes são de Língua Portuguesa», destacou Leopoldina Simões. Poderá aceder através: http://www.portugalmusica.com.pt/ este ano ocorreram nos dias 12 e 13 de Maio, data da primeira grande peregrinação ao santuário. No dia 12, há o registo de 6.200 visitantes no sítio, enquanto no dia 13 esse número foi de 14.200.

domingo, 28 de dezembro de 2008

NOVO CD DE TONY CARREIRA


Considerado pelos fãs como «o maior ícone da música romântica portuguesa», Tony Carreira está de regresso aos discos com «O Homem Que Sou», o 14º álbum de estúdio que já chegou às lojas.O novo trabalho é composto por 14 temas e, logo ao primeiro, o cantor responde às acusações de plágio de que foi alvo há uns meses. Em «Deixem-me Cantar», Tony Carreira diz: «Não são palavras que o tempo desfaz/iguais àquelas que li nos jornais/que me amordaça o peito/e me tiram o brilho nos olhos».A faixa de abertura, Tony fala de «mentiras que alguém inventou/de quem deseja e nunca lá chegou» e deixa a promessa de continuar a cantar para quem o ama, sem nunca desistir.Recorde-se que em Agosto foi tornado público na imprensa que Tony Carreira era suspeito de plagiar várias canções de autores estrangeiros, nomeadamente «Después de Ti Qué?», um original do mexicano Rudy Perez.Polémicas à parte, o novo disco do cantor romântico é apresentado pelo single «Porque É Que Vens» e conta também com um dueto entre Tony Carreira e o italiano Toto Cutogno em «A Cantar».O disco está disponível em dois formatos, uma versão CD+DVD e outra limitada e especial para os fãs: uma caixa metálica que inclui o disco, três postais autografados e uma t-shirt.

domingo, 30 de novembro de 2008

Filme "Amália" estreia ainda este ano


A vida da diva do fado Amália Rodrigues vai ser adaptada ao cinema numa biografia que pretende "reflectir a força de um mito", disse à agência Lusa o produtor Manuel da Fonseca, da Valentim de Carvalho Filmes.
Manuel da Fonseca acaba de chegar de Cannes, onde esteve a apresentar o projecto da longa-metragem no Festival Internacional de Cinema, acompanhado pela actriz Sandra Barata Belo, que irá encarnar o papel da fadista na longa-metragem "Amália".
O filme, uma biografia ficcionada, terá realização de Carlos Coelho da Silva, o mesmo que rodou "O crime do Padre Amaro", argumento de Pedro Marta Santos e do escritor João Tordo e deverá chegar aos cinemas portugueses no final deste ano.
A rodagem decorrerá sobretudo em Lisboa - uma cidade que "é um fantástico décor", disse Manuel da Fonseca - a partir de 9 de Junho.
A produção ficará a cargo da Valentim de Carvalho Filmes e da RTP, que irá transmitir posteriormente o filme num formato de série com dois episódios.
O orçamento, que ronda os cerca de três milhões de euros, é suportado em grande parte por investidores privados, sem o apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual.
"Amália é uma figura universal e tem um estatuto que ultrapassa as fronteiras portuguesas, está editada em todo o mundo e o fado é hoje um género de valor muito importante, que se encaixa na world music", justificou Manuel da Fonseca.
A este argumento, o produtor junta ainda o facto da fadista ser "um dos mais ricos patrimónios da Valentim de Carvalho", editora pela qual lançou os seus discos.
De acordo com Manuel da Fonseca, será apenas Sandra Barata Belo a interpretar Amália no filme desde a juventude até à idade adulta.
Amália Rodrigues morreu a 6 de Outubro de 1999.

sábado, 8 de novembro de 2008

Morreu Milu - A primeira diva do cinema português faleceu esta madrugada


Maria de Lurdes de Almeida Lemos, conhecida sob o nome artístico Milu, morreu esta madrugada, no Hospital de Cascais. Aos 82 anos, aquela que foi considerada a primeira diva do cinema português, não terá resistido a uma infecção pulmonar. 
Desde criança que sonhava com o mundo do espectáculo e, aos 16 anos, depois de já ter concretizado o desejo de cantar na rádio, estreou-se em cinema com o papel principal no filme O Costa do Castelo. A partir daí foram só sucessos, tendo a sua carreira atingido o auge nas décadas de 40 e 50.
Em Maio do ano passado, a artista foi homenageada pelo seu trabalho no mundo do cinema e, inclusivamente, condecorada pela Ordem Militar de Santiago e Espada, distinção que lhe foi entregue pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.“Sinto-me feliz, porque fui alguém nesta terra e queria ter sido ainda mais”, confessou a actriz na altura.
Milu deixa-nos filmes como A Menina da RádioO Grande Elias ou KilasO Mau da Fita, e canções como A minha casinha, Lisboa à Noite e Cantigas da Rua.
O funeral realizar-se-á amanhã, por volta das 16 horas, altura em que o corpo sairá da Igreja São João do Estoril em direcção ao cemitério da Galiza.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fernando Meirelles filma Saramago


O realizador brasileiro Fernando Meirelles, autor do filme Cidade de Deus, vai adaptar ao cinema o romance de José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira.

A ideia para esta adaptação vem de longe, de 1997, quando Fernando Meirelles, então ainda um realizador praticamente desconhecido, tentou comprar os direitos de Ensaio Sobre a Cegueira (escrito em 1995). Na altura, segundo conta a Folha de São Paulo, Saramago não aceitou, argumentando que não teria muito sentido transformar em imagens uma história sobre a cegueira. Anos depois, o escritor acabou por vender os direitos à produtora canadiana Rhombus Media e, ironia do destino, caberá a Meirelles a direcção de Blindness - assim se irá chamar o filme falado em inglês.

"Voltou para as minhas mãos", comentou o realizador na apresentada oficial do filme, no Festival de Toronto. Trata-se de uma co-produção entre o Brasil (O2, a produtora de Meirelles), Canadá, Reino Unido e Japão. Niv Fichman, produtor do lado canadiano, contou que o escritor português foi seduzido pela ideia de se tratar de uma co-produção internacional, sem uma "voz dominante", além de uma promessa de que o filme não cairia nas mãos de um grande estúdio de Hollywood, relata a Folha.

A primeira versão do argumento, pronta há já dois anos, é assinada pelo guionista, actor e realizador canadiano Don McKellar, que não se deixou intimidar pela prosa do escritor nobelizado: "A acção do livro é muito simples e clara. A linguagem é muito oral", disse. "Se eu apenas recontar a história, transformando os cegos em zombies, o filme será um erro, parecerá um filme de terror. Isto não seria fiel à obra. O tem essencial do livro é a dignidade humana e como, na nossa sociedade, os artifícios para mantê-la são frágeis.

"O elenco de Blindness ainda não foi escolhido mas já se sabe que o filme vai custar 20 milhões de dólares (15,7 milhões de euros). A rodagem decorrerá no próximo ano nos arredores de Toronto e São Paulo e a estreia está prevista para 2008.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Camacho Costa inspira artistas medíocres

O actor Camacho Costa que, recentemente, foi alvo das atenções da comunicação social ao anunciar ao mundo que lutava contra um cancro, tem servido de inspiração para outros artistas medíocres, dando palestras de Norte a Sul do país em que explica aos colegas como podem seguir o seu exemplo e conseguir uma projecção nunca antes alcançada.
Aos 57 anos, o ponto mais alto da carreira de Camacho Costa como actor foi a sua participação na série de "humor" "Malucos do Riso", transmitida pela SIC, desempenhando papéis inesquecíveis tais como: aquele homenzinho estranho que tem um supermercado e atende os clientes com rimas, aquele homenzinho estranho que faz de cigano num tribunal ou ainda aquele homenzinho estranho sentado debaixo de um sobreiro a falar com pronúncia do Alentejo. Para além disso, foram várias as participações em revistas à portuguesa e em algumas peças de "teatro de autor" em que era necessário um actor para interpretar um homenzinho estranho. Também trabalhou como crítico de cinema e chegou a limpar o rabo com folhas de alface ao primeiro-ministro Vasco Gonçalves uma ou outra vez. O seu imenso curriculum é sobejamente conhecido por todos nos dias que correm. E porquê? Porque, no preciso momento, em que o actor tornou pública a doença que infelizmente o aflige, deu início a uma insuportável onda de piedadezinha asquerosa que o visado aproveitou em seu benefício como se fosse a coisa mais normal do mundo tratarem-no de "grande figura do teatro nacional" para cima. Seguiram-se as entrevistas, homenagens e até uma entrevista editada em livro.
E é precisamente este o tema das palestras que, brevemente, darão origem a um livro com o título "De nódoa a astro coitadinho-O método Camacho Costa". Não são apenas os aspirantes a homenzinhos irritantes com queixo proeminente, sem dentes e que tratam todas as pessoas do sexo feminino (e uma ou duas do sexo masculino) por "minha querida" que podem beneficiar as suas carreiras com este método revolucionário e já houve outros artistas mais ou menos famosos da nossa praça a pô-lo em prática. Ildeberto Beirão, colega de Camacho nos "Malucos do Riso", um ex-serralheiro com problemas de mau hálito e líbido exagerada, anunciou ao mundo que padecia de uma forma potencialmente letal de sífilis e, quinze dias depois, a Câmara Municipal da Moita inaugurava um parque infantil com o seu nome naquela pitoresca localidade ribeirinha. "Desde que comecei a usar o método Camacho Costa, a minha carreira tem evoluído muito," afirmou Ildeberto entre arrotos.
Outros nomes do mundo do espectáculo que já recorreram a este método infalível foram o cantor Vítor Espadinha, o humorista Badaró e o multifacetado imitador de vozes Fernando Pereira que, desde que revelou ao mundo ser hermafrodita, conseguiu ressuscitar a sua carreira. Também o outrora popular Avô Cantigas admite ser um seguidor do método, referindo que "se não tivesse dotado a personagem de um cancro da próstata fictício, há muito que teria pendurado a peruca." Num futuro próximo, Camacho Costa planeia abrir um instituto para instruir artistas na aplicação do seu método. O ICCTPM (Instituto Camacho Costa Tenham Peninha de Mim) será alojado numa ala do palácio de São Bento gentilmente cedida pelo governo como prova da gratidão de todo um país pelos bons momentos que Camacho Costa nos deu ao longo de anos infindáveis. A inauguração está prevista para Abril, mês dedicado a Camacho Costa em todo o país com homenagens, fogo de artifício e colóquios sobre o actor. Simultaneamente, será lançada uma colecção de miniaturas representando as personagens mais populares de Camacho Costa nos "Malucos do Riso" esculpidas em massapão comestível.

sábado, 13 de setembro de 2008

Homenagem a Camilo de Oliveira


Será em Setembro que virá o espectáculo que comemora os 60 anos de carreira do actor. A data já está, finalmente, agendada. Será no sábado, dia 13 de Setembro que Camilo de Oliveira será homenageado pela SIC. Com produção da CBV, "Camilo: Hoje e Sempre" esteve inicialmente agendado para Julho, mês em que o actor fez 75 anos, mas foi adiada e chegará agora em Setembro. Nesta festa esperam-se muitos convidados que recordarão momentos vividos por Camilo de Oliveira e muitos dos outros sucessos que esteve envolvido nos vários canais de televisão.
Depois deste espectáculo, que deverá ter lugar no Teatro Tivoli, em Lisboa, o humorista deverá dedicar-se à sua nova série, "Camilo, o Presidente", a estrear na SIC no primeiro trimestre de 2009. Esta produção, de 26 episódios, tem por base a corporação de bombeiros e a rivalidade entre duas vilas: Fanecas de Cima e Fanecas de Baixo.

Camilo de Oliveira - Prepara programa original:
O popular actor, que desde o dia 1 de Julho trabalha em exclusivo com a SIC, já entregou na estação de Carnaxide o projecto de ‘Camilo, o Presidente’, original que quer estrear, "sem pressas", entre Janeiro e Março de 2009.Sobre o contrato de dois anos assinado coma SIC, e sem querer revelar números por ser "deselegante", o actor – que foi também sondado pela TVI – adiantou apenas: "As condições são óptimas, mais vantajosas do que as que tinha celebrado anteriormente com a SIC. É um contrato muito bonito, graças a Deus."
O guião de ‘Camilo, o Presidente’, está a ser escrito por dois actores do Teatro Independente de Oeiras, Lourenço Henriques e Filipe de Avis, mas tem o cunho de Camilo de Oliveira:"A ideia é deles, a escrita também, mas o trabalho tem a minha mão, a minha linha de trabalho, até para me identificar com o que faço", explica o comediante.
Neste trabalho, em que Camilo promete ser "popular, mas não popularucho", "divertido, mas com nível", porque o texto é "cuidadosamente tratado", volta a não haver "lugar para os palavrões". O facto de poder estrear durante o primeiro trimestre de 2009 dá a Camilo de Oliveira a garantia de regressar "com um bom trabalho".
A história deste original, produzido pela CVB, a nova produtora de Piet-Hein Bakker, gira em torno de duas corporações de bombeiros rivais e de duas vilas, ‘Faneca de Cima’ e ‘Faneca de Baixo’. "Há situações incríveis que podem ocorrer numa corporação de bombeiros", vai já avisando Camilo de Oliveira. Paula Marcelo, mulher do actor, deverá integrar, como habitualmente, o elenco desta nova série.

FESTA DE CARREIRA NO DIA 21
Entretanto, está em contagem decrescente a gala que a SIC vai realizar no dia 21 no Teatro Tivoli, em Lisboa, para comemorar os 60 anos de carreira e os 75 anos de vida do popular actor, exclusivo da estação desde 1 de Julho.
Na primeira fila da plateia do Tivoli, Camilo de Oliveira quer ver sentadas, no dia 21, as pessoas que mais ama: a mulher, a actriz Paula Marcelo, e os dois filhos. E ainda "os amigos mais chegados e, claro, o público", diz. A festa, e não a homenagem, expressão com a qual Camilo não simpatiza por lhe soar a efeméride, celebra os 60 anos de carreira que o actor assinala no dia 21 de Julho e o aniversário, no dia 23.
Camilo de Oliveira, que confessou ao CM desconhecer que convidados vão marcar presença na gala, "por ser surpresa", disse apenas saber que o espectáculo vai "juntar a nova geração de actores e outra mais antiga".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mais uma medalha de prata para Portugal por equipas BC1/BC2

Portugal conquistou hoje a medalha de prata no torneio de boccia por equipas BC1/BC2 dos Jogos Paralímpicos Pequim2008, com os atletas lusos a perderem com a Grã-Bretanha no jogo decisivo por 8-4.
Com a prata alcançada por Cristina Gonçalves, Fernando Ferreira, João Paulo Fernandes e António Marques, Portugal fecha a sua participação no boccia com cinco medalhas (uma de ouro, três de prata e uma de bronze). Depois de no torneio individual de BC1, João Paulo Fernandes ter renovado o título de campeão paralímpico, numa final que disputou contra António Marques, que arrecadou a prata, Portugal conquistou hoje mais três medalhas.Em pares BC3, Armando Costa, Mário Peixoto e Eunice Raimundo chegaram ao bronze depois de venceram uma representação da Tailândia, enquanto em pares BC4, Bruno Valentim e Fernando Pereira conquistaram a medalha de prata, após terem perdido com uma dupla brasileira. Nos Jogos Paralímpicos Atenas2004, Portugal conquistou seis medalhas no torneio de boccia, mais uma do que as conseguidas em Pequim.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Morreu Bill Meléndez, a "voz" do Snoopy


O animador mexicano Bill Meléndez, vencedor de um Emmy e conhecido por ser a voz do cão animado Snoopy e ao seu pássaro Woodstock, morreu aos 91 anos, anunciou hoje a sua editora Amy Goldsmith.

A mesma fonte acrescentou que o artista morreu terça-feira no Hospital St. Jhn's de Santa Mónica, na Califórnia, Estados Unidos. José Cuauhtémoc Meléndez, nascido a 15 de Novembro de 1916 em Sonora (México) começou a sua carreira em 1938 nos estúdios de Walt Disney, trabalhando em filmes como "Pinóquio", "Fantasia", "Dumbo" e nas animações de Mickey Mouse e Donald Duck. Melendez participou também na criação de Bugs Bunny, Daffy Duck e Porky Pig nos estúdios Warner Bros, tendo em 1948 dado início à carreira de director e produtor de anúncios publicitários de televisão. Nessa altura fez parte da equipa que ganhou o Óscar de 1951 para melhor curta-metargem animada com "Gerald McBoing Boing" e começou uma frutífera relação com o criador de Snoopy, Charles M. Schultz, que resultou em mais de 60 episódios de animação de 30 minutos de duração, cinco espeiciais de uma hora, quatro filmes e cerca de 400 anúncios.

sábado, 23 de agosto de 2008

OURO E PRATA


Ouro e Prata – o melhor de sempre

Com uma medalha de ouro e outra de prata, a Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 alcança o melhor resultado de sempre, situando-se no fim da jornada de hoje em 40.º lugar do medalheiro geral da competição.

A medalha de Nelson Évora é a 22.ª da história portuguesa, a quarta de ouro, depois de Carlos Lopes (1984), Rosa Mota (1988) e Fernanda Ribeiro (1996).

Nestes casos, as restantes medalhas alcançadas em simultâneo foram de bronze (duas em 1984 e uma em 1996), pelo que a conjugação de ouro e prata coloca Portugal nos primeiros 50 países dos Jogos, à frente da Argentina, Índia, México, Tunísia, Hungria, Suécia, Lituânia, Áustria, Croácia, Grécia, Argélia, Colômbia, Sérvia, Chile, África do Sul, Egipto, Israel ou Marrocos – para citar apenas países dos 72 que já alcançaram medalhas. A dois dias do final das competições, há 133 países sem qualquer medalha conquistada.

Ana Cabecinha melhor de sempre:

Na jornada de hoje, realce ainda para Ana Cabecinha e para a dupla Afonso Domingos-Bernardo Santos, que conquistaram mais dois diplomas, graças a 8.ºs lugares, respectivamente nos 20 km Marcha e na Classe Star, da Vela. Ana Cabecinha obteve a melhor classificação de sempre da Marcha portuguesa e bateu um recorde nacional com sete anos.

E nesta prova, Vera Santos alcançou a 10.ª posição. Susana Feitor, pela quinta vez nos Jogos Olímpicos, não conseguiu concluir a prova.Afonso Domingos repete o Diploma conquistado na Classe 49er nos Jogos de Sydney de 2000.

Canoagem ficou nas meias-finais:

Hoje, nas provas de Canoagem, Emanuel Silva (K1), Teresa Portela (K1) e Helena Rodrigues-Beatriz Gomes (K2) não conseguiram ultrapassar as meias-finais respectivas, embora no sector feminino tivessem sido registados os melhores resultados de sempre, por uma equipa de atletas muito jovens e com apenas um ano de experiência internacional.

Arsenyi Lavrentyev classificou-se em 22.º na prova de Maratona em Águas Abertas.
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domingo, 17 de agosto de 2008

19 de Agosto - Aniversário da Quarta Aparição de Nossa Senhora em Fátima


A 19 de Agosto de 1917, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
Em Vila Nova de Ourém, os Três Pastorinhos foram submetidos a múltiplos interrogatórios e ameaçados com violentos castigos. Por fim, foram entregues aos pais.
No Domingo seguinte, 19 de Agosto, Nossa Senhora apareceu-lhes nos Valinhos e pediu-lhes que continuassem a ir à Cova da Iria no dia 13 e que rezassem o terço todos os dias.
"Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas", disse Nossa Senhora.

O programa para a Peregrinação deste ano é o seguinte:
11:00 - Missa internacional, na Basílica.
21:30 - Rosário e procissão, aos Valinhos, com início na Capelinha (levar pilhas eléctricas em vez de velas).
22:00 - Rosário, na Capelinha (para os peregrinos que não podem ir aos Valinhos).
O actual monumento celebrativo desta aparição (na foto acima) foi construído a expensas dos católicos húngaros e inaugurado a 12 de Agosto de 1956. A branca imagem de Nossa Senhora de Fátima é obra da escultora Maria Amélia Carvalheira da Silva.

Peregrinação de 12 e 13 de Agosto


D. Zacarias Kamwenho, arcebispo de Lubango, Angola, presidiu à Peregrinação de 12 e 13 de Agosto no Santuário de Fátima, momento que integrou a Peregrinação do Migrante e do Refugiado.
Na Missa internacional da manhã do dia 13, durante a oração dos fiéis, em Fátima rezou-se "pelos emigrantes e suas famílias, para que o Senhor esteja sempre ao seu lado e superem assim os obstáculos e as dificuldades materiais e espirituais que encontrarem".

Durante a homilia, D. Zacarias Kamwenho sublinhou a importância à atenção aos fenómenos que dão origem aos fluxos migratórios.
«A religião verdadeira, diríamos no nosso contesto da Peregrinação Internacional das Migrações, é estarmos atentos aos fenómenos que provocam as migrações, como sejam as alterações climáticas do planeta, a pobreza, a intolerância politica, ou, como diz o Papa na sua mensagem para este dia, estarmos atentos “ao processo da globalização em curso no mundo, que traz consigo uma exigência de mobilidade que estimula também numerosos jovens a emigrar e a viver longe de suas famílias e dos seus países.” Todos conhecemos as consequências de tais situações, a maior das quais é a chamada “dificuldade da dupla pertença” que, não encontrando apoio nas próprias comunidades e por vezes nas Instituições Sociais, esvaziam os jovens dos seus valores mais sagrados», afirmou o Arcebispo de Lubango.

Sempre com o propósito da sensibilização para o bom acolhimento aos emigrantes, D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja e presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, durante a Eucaristia da noite de Vigília, no dia 12, focou as raízes cristãs que caracterizam a hospitalidade do continente europeu.
«Foram os valores cristãos, personalizados em Cristo, o Mestre, o Salvador e Senhor, que deram a verdadeira unidade à Europa, mesmo quando esta teve de vencer graves crises, guerras e conflitos. Fátima foi um ponto alto dessa história, pois a Senhora da Mensagem transmitiu aos pastorinhos os valores fundamentais do Evangelho, a conversão e a oração, para que houvesse paz entre as nações. Esta velha Europa precisa, hoje, de ser recordada das suas raízes cristãs e do seu dever de praticar a hospitalidade, para que abra as suas portas e colabore com os filhos dos países mais pobres que chegam às suas fronteiras, não como malfeitores, mas como pessoas, com dignidade igual à nossa, à procura de trabalho e de melhores condições de vida que nos seus países de origem, como o fizeram e continuam a fazer tantos europeus por esse mundo fora», disse o prelado.

Tema do Mês: "Aquele que revela um segredo perde a confiança" (Sir 27,16)
Tema da Peregrinação Nacional das Migrações: "Jovens Migrantes Protagonistas da Esperança"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Nelson Évora: «Inesquecível experiência»


Comentário de Nelson Évora à experiência pessoal de porta-bandeira de Portugal na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008:

«Vivi uma experiência inesquecível, ao transportar a bandeira do nosso país naquele estádio magnífico perante mais de 90 mil pessoas. Inesquecível!

«Vi muita gente a acenar para nós, a tirar-nos fotos, vi também muitas bandeiras portuguesas nas bancadas, o que nos transmite uma boa sensação de nos sentirmos apoiados.

«Entre a Missão reinou sempre a boa disposição e a alegria, num ambiente muito agradável.

«Toda a gente está bem disposta e bem preparada para os Jogos. Agora é preciso total concentração para que cada um consiga dar o melhor em cada prova»

Uma noite inesquecível
Os membros da Missão voltaram à Aldeia após a Cerimónia de Abertura num processo algo demorado de transferência por autocarro. A maioria dirigiu-se ao restaurante principal para comentar as emoções da noite e finalmente conseguir cear.
A ida para a Aldeia processou-se às 19h40, no lugar 175 do desfile, tendo ficado em espera durante cerca de duas horas no Pavilhão National Indoor, onde decorrerão as provas de Ginástica e de Trampolins – o que permitiu a Ana Rente e Diogo Ganchinho, últimos atletas portugueses chegados à Aldeia, tomarem contacto com o palco da sua competição.

No pavilhão foi servido um snack e muitos líquidos, mas todas as delegações lamentaram não terem tido acesso a mais imagens do espectáculo que decorria ao lado, no estádio Ninho de Pássaro.
Os portugueses conviveram sobretudo com os suíços e com os sérvios, que estavam instalados perto, podendo alguns tirar fotos com os tenistas Roger Federer e Novak Djokovic.
No trajecto do Pavilhão para o Estádio a Missão de Portugal seguia já à frente da delegação da Coreia do Sul, o que permitiu ao treinador de Tiro com Arco e de Nuno Pombo, Myung Lee, conviver um pouco e tirar também fotografias com os seus compatriotas. Myung Lee participa nos Jogos Olímpicos pela quinta vez (duas pela Coreia do Sul, duas pela Arábia Saudita e uma por Portugal)
Quer no caminho para o estádio, ladeado por milhares de voluntários surpreendidos pelo cachecol de Portugal, com a designação do país em caracteres de mandarim, o desfile foi recebido com muito entusiasmo, que contagiou todos os membros da Missão.

Provas começam oito horas depois da Cerimónia
As provas começam para os portugueses às 9h00 de sábado, com Manuel Vieira da Silva a entrar em acção na primeira qualificativa de Tiro com Armas de Caça. Os atletas das provas de sábado, à excepção de João Costa que viu o desfile na bancada, permaneceram na Aldeia.

No pavilhão foi servido um snack e muitos líquidos, mas todas as delegações lamentaram não terem tido acesso a mais imagens do espectáculo que decorria ao lado, no estádio Ninho de Pássaro.
Os portugueses conviveram sobretudo com os suíços e com os sérvios, que estavam instalados perto, podendo alguns tirar fotos com os tenistas Roger Federer e Novak Djokovic.
No trajecto do Pavilhão para o Estádio a Missão de Portugal seguia já à frente da delegação da Coreia do Sul, o que permitiu ao treinador de Tiro com Arco e de Nuno Pombo, Myung Lee, conviver um pouco e tirar também fotografias com os seus compatriotas. Myung Lee participa nos Jogos Olímpicos pela quinta vez (duas pela Coreia do Sul, duas pela Arábia Saudita e uma por Portugal)
Quer no caminho para o estádio, ladeado por milhares de voluntários surpreendidos pelo cachecol de Portugal, com a designação do país em caracteres de mandarim, o desfile foi recebido com muito entusiasmo, que contagiou todos os membros da Missão.

Provas começam oito horas depois da Cerimónia
As provas começam para os portugueses às 9h00 de sábado, com Manuel Vieira da Silva a entrar em acção na primeira qualificativa de Tiro com Armas de Caça. Os atletas das provas de sábado, à excepção de João Costa que viu o desfile na bancada, permaneceram na Aldeia.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Zeca Afonso


Seria cruel, eu não falar deste grande cantor e artista, homem de grande carisma e convicções fortes, daqueles que não se intimidou a homens do regime, lutou sempre pelo seu ideal, coisa que muita gente não o faz, admiro pessoas que lutam por uma coisa em que acreditam, eu sou um pouco assim, nunca viro a cara a luta.
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português. Não obstante o seu trabalho com o fado de Coimbra e a música tradicional, José Afonso ficou indelevelmente associado à música de intervenção, através da qual criticava o Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974.
Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.
A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do apartheid.
Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.
O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era admirador. Ele era pro-franquista e pro-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. «Foi o ano mais desgraçado da minha vida», confidenciou Zeca.
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.
Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Será certamente recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto antifascista para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, de que são exemplo as suas baladas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eunice Muñoz faz 80 anos!!!


Em ano de comemoração de aniversário redondo, Eunice Muñoz (nascida a 30 de Julho de 1928) é reconhecida entre as maiores actrizes portuguesas, num percurso firmado em grande medida no teatro, mas também no cinema.
É a evocação da sua obra no cinema que a Cinemateca propõe, assinalando a data em seis sessões que dão a ver títulos significativos do seu trabalho.
Quer nos anos 40, dirigida por Leitão de Barros, Henrique Campos e Caetano Bonucci, quer nos anos 80, sob a direcção de Fernando Lopes e João Botelho.
Precoces, os primeiros passos de Eunice Muñoz nos palcos foram dados ainda em criança, no Ribatejo, onde vivia com a família.
Depois de se ter mudado para Lisboa, aos 13 anos fez um teste no Teatro Nacional, obtendo um papel em Vendaval, de Virgínia Vitorina.
Em 1943, a Maria em Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, foi o papel da sua revelação.
O cinema surgiu três anos mais tarde, com CAMÕES em que protagonizou o principal papel feminino, Beatriz da Silva, despeitada personagem imaginária apaixonada pelo poeta.
Na década seguinte, Eunice continuou a representar em cinema, compondo uma série de jovens e temperamentais papeis dramáticos (UM HOMEM DO RIBATEJO e RIBATEJO, de Henrique Campos; NÃO HÁ RAPAZES MAUS, de Garcia Maroto; A MORGADINHA DOS CANAVIAIS, de Caetano Bonucci) mas também na comédia (OS VIZINHOS DO RÉS-DO-CHÃO, de Alejandro Perla).
Em 1955, e de novo durante uma década, o seu caminho inflectiu, reforçadamente, na direcção do teatro.
Foi este o ano da sua consagração como Joana d'Arc numa peça que, em grande parte pelo fulgurante êxito da sua interpretação, recebeu variadíssimos prémios.
De então em diante, somou grandes clássicos e autores portugueses num vasto e variado repertório teatral cujo reconhecimento generalizado, de crítica e de público, não parou de crescer, conhecendo um êxito impar com a sua composição como protagonista de Mãe Coragem, em 1986.
Nos anos 1960, regressou ao cinema com Manuel de Guimarães em O TRIGO E O JOIO a partir do romance homónimo de Fernando Namora (1965), voltando então a repetir um longo período de concentração nos palcos e afastamento das câmaras.
Em 1980, Lauro António dirigiu-a em MANHÃ SUBMERSA, Manoel de Oliveira em LISBOA, CAPITAL CULTURAL (1983), José Nascimento em REPÓRTER X (1986), Fernando Lopes em MATAR SAUDADES (1987) e João Botelho em TEMPOS DIFÍCEIS (1988).
Eunice Muñoz tornou-se entretanto presença regular da ficção portuguesa televisiva, desde que protagonizou, com uma imensa popularidade, A Banqueira do Povo.
Continua a fazer cinema e teatro.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Morreu a fadista Fernanda Baptista


A fadista e actriz Fernanda Baptista, de 89 anos, faleceu esta madrugada, no hospital de Cascais, onde se encontrava internada.

O corpo da fadista estará em câmara ardente, na Basílica da Estrela, a partir das 16.00 horas. As exéquias fúnebres têm início pelas 10:00 horas de sábado, seguindo o funeral para o Cemitério de Queluz.

Além do "Fado da carta" (João Nobre/Amadeu do Vale), a fadista criou vários outros êxitos e foi primeira figura de várias operetas e revistas, entre elas, "Chuva de mulheres" e "Fonte luminosa".

A sua estreia na revista deu-se em 1945, em "Banhos de sol", mas no início da década de 1940 já integrara o cartaz do Café Luso.

O êxito alcançado levou-a a deixar a profissão de costureira que exercia.

"Saudades de Júlia Mendes", "Fui ao baile", "Trapeiras de Lisboa", "Pedrinha da rua", "Fado toureiro" ou "Fado das sombras" foram alguns dos seus êxitos.

A sua última presença em palco foi no musical "Canção de Lisboa", de Filipe la Féria, em 2005.

A fadista foi alvo de várias homenagens, nomeadamente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, da Câmara de Lisboa e, em 2003, foi condecorada com a Ordem de Mérito pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

Ao longo de mais de 65 anos de carreira artística, a fadista e actriz actuou em cerca de 50 revistas e operetas e realizou várias digressões, tendo actuado nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Angola.


Portugalmusica com este testo faz uma sentida homenagem a GRANDE FADISTA FERNANDA BAPTISTA a quem Portugal deve muito na divulgação da cultura Portuguesa pelo mundo fora.Portugalmusica da as condelências a familia.